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Biotério

O Biotério da UFERSA está organizado por áreas com diferentes níveis de acesso e funções, de modo a favorecer a organização dos fluxos, o controle sanitário e a biossegurança da instalação. A estrutura compreende área de acesso e apoio, ambientes de transição e controle de acesso, área limpa e área destinada ao descarte, higienização e processamento de resíduos, com circulação orientada de acordo com as atividades desenvolvidas.

Organização dos ambientes

A área de acesso e apoio compreende os ambientes administrativos e de uso geral, incluindo sala administrativa, copa e sanitários.

 

A sala de quarentena constitui ambiente de acesso restrito, destinado ao recebimento e alojamento temporário dos animais, com medidas específicas de controle sanitário e fluxo de entrada e saída controlado.

 

O hall de entrada constitui espaço de transição e controle de acesso às áreas restritas da instalação, dispondo de sala de guarda-volumes, sala de paramentação e sanitários. O acesso às áreas internas é condicionado à paramentação e aos procedimentos de higienização estabelecidos pela administração.

 

A área limpa compreende as salas de alojamento dos animais e os ambientes destinados à experimentação, além de áreas de apoio ao alojamento e manejo, como corredor de distribuição e ambientes de armazenamento e preparação da microambientação dos animais.

  1. Alojamento dos animais

O Biotério dispõe de ambientes de alojamento organizados de acordo com a espécie e as necessidades dos protocolos experimentais:

  • Alojamento de Ratos: onde são utilizadas caixas convencionais, distribuídas em duas salas destinadas à espécie;
  • Alojamento de Camundongos: onde são utilizadas caixas mantidas em duas racks ventiladas;
  • Sala de Quarentena: destinada ao recebimento e período de quarentena dos animais provenientes de instituições ou fornecedores externos. A sala é destinada ao recebimento de uma espécie e um experimento por vez, favorecendo a organização, o controle sanitário e a segregação dos animais. Dispõe de uma rack ventilada para camundongos e prateleiras destinadas ao acondicionamento de caixas convencionais para ratos. 

Critério de alojamento:

A lotação deve ser definida considerando a capacidade de controle ambiental de cada sala, incluindo ventilação, exaustão, temperatura e umidade relativa, bem como a densidade de animais por caixa. A ocupação deve ser compatível com a capacidade do ambiente de manter os parâmetros ambientais dentro dos limites estabelecidos.

A organização e capacidade dos alojamentos deve considerar ainda a espécie, linhagem, origem e características dos animais, de modo a evitar a mistura de animais com diferentes condições sanitárias ou características incompatíveis no mesmo ambiente. A distribuição dos animais nas salas e caixas deverá observar as condições estabelecidas nos protocolos experimentais e nos procedimentos operacionais do Biotério.

  1. Ambientes para experimentação

O Biotério dispõe de ambientes destinados ao suporte e à execução das atividades experimentais, incluindo:

    • Sala de procedimentos clínico-cirúrgicos;
    • Laboratório de análises;
    • Sala de experimentação comportamental.

Esses ambientes são destinados à realização de procedimentos, análises e avaliações relacionadas aos protocolos experimentais desenvolvidos na instalação e devem ser utilizados mediante reserva antecipada, conforme o sistema estabelecido pela administração, a fim de evitar conflitos entre as atividades experimentais.

Para consultar a finalidade, as condições de utilização e os procedimentos específicos de cada ambiente, consulte o POP 012 – Utilização das Salas.

 

A área suja é destinada às atividades de descarte, higienização e processamento de resíduos, compreendendo o corredor de recolhimento, a sala de expurgo e os ambientes destinados à higienização das caixas e acessórios da microambientação dos animais e ao estoque de insumos.

Fluxo de circulação

A circulação de pessoas, animais, materiais e resíduos é organizada de forma a minimizar o cruzamento entre fluxos limpos e sujos e reduzir os riscos de contaminação. O acesso às áreas restritas ocorre por meio dos espaços de transição e das medidas de paramentação e higienização estabelecidas nos procedimentos do Biotério.

A circulação na quarentena segue fluxo específico e controlado, com uso de equipamentos de proteção individual próprios para esse ambiente. Os equipamentos utilizados na quarentena são mantidos separados daqueles destinados à área limpa, e a entrada e saída dos usuários seguem procedimentos específicos de paramentação, desparamentação e higienização.

O acesso à área limpa é realizado pelo fluxo estabelecido para essa finalidade, com paramentação e higienização prévias. Quando houver necessidade de transição entre ambientes com diferentes níveis de controle, o usuário deve retornar pelo fluxo apropriado, realizar a desparamentação e higienização necessárias e, quando aplicável, realizar nova paramentação antes de acessar novamente a área limpa.

O fluxo de recolhimento de materiais, resíduos e caixas utilizadas é realizado de forma a evitar o contato direto entre o fluxo de descarte e os ambientes de alojamento dos animais, seguindo os procedimentos de recolhimento, transporte e processamento estabelecidos pelo Biotério.

Biossegurança

A organização física dos ambientes, associada aos procedimentos operacionais estabelecidos pelo Biotério, constitui medida de suporte à biossegurança, ao controle sanitário e à proteção dos animais, usuários e ambiente. O acesso às áreas restritas, a utilização de equipamentos de proteção individual, os procedimentos de higienização, o manejo dos animais e o gerenciamento de resíduos devem seguir as normas e os Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) vigentes do Biotério.

2 de outubro de 2026. Visualizações: 24. Última modificação: 05/10/2026 11:56:41